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Lais investiga áreas de instabilidade, e cria situações onde o familiar se torna estranho. É recorrente em seu trabalho o uso de mapas, a astronomia e a astrologia. No livro, a artista revela que Cruzeiro do Sul está invertido na Bandeira do Brasil.

Lais Myrrha [Belo Horizonte, MG, 1974] vive e trabalha em São Paulo. Representada pela galeria Athena Contemporânea. Individuais recentes: Cálculo das diferenças, Athena Contemporânea [Rio de Janeiro, 2017]Corpo de prova, Sesc [São Paulo, 2017]; O instante interminável, Jaqueline Martins [São Paulo, 2015]; Projeto Gameleira 1971, Pivô [São Paulo, 2014]. Participou da Bienal de São Paulo [2016]; e da Bienal do Mercosul [2011].

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Em Dossiê Cruzeiro Sul, Lais Myrrha inicia sua narrativa a partir Idade do Bronze [3.000 anos antes de Cristo], com as disputas de poder no plano politico. Utiliza a data para registrar a possibilidade de se ver, à época, a constelação Cruzeiro do Sul desde o hemisfério Norte.
Passa então a descrever a constelação, tanto seus aspectos físicos, quanto políticos, já que é um dos principais símbolos da nação brasileira. No entanto, revela que o Cruzeiro do Sul está invertido na bandeira nacional, em relação a como é visto da Terra. Passa a descrever as estrelas da constelação a partir de elementos políticos, registrando a situação pela qual passa o país.
O livro contém uma lâmina perfurada com a representação do Cruzeiro do Sul, inserida no centro do livro. Ao ler o trecho em que a artista conta sobre a inversão, o leitor é obrigado a virar a lâmina, modificando a maneira como enxerga a constelação. Laís enumera e assina cada um dos 100 exemplares.

Dossiê Cruzeiro do sul

Lais Myrrha

2017

ISBN 9788567769097
24 páginas
14 x 21 cm
Português/Inglês
100 exemplares numerados e assinados
R$ 240,00