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Lenora trabalha no campo da poesia visual. Palavras e imagens foram seus materiais iniciais. Seu livro é o resultado de uma investigação poética a partir do hífem, sua forma e significado, ao considerar o livro como um objeto autônomo e performático.

Lenora de Barros [São Paulo, 1953] vive e trabalha em São Paulo. Representada pela galeria Millan. Individuais recentes: Pisa na Paúra, galeria Millan [São Paulo, 2017], Isso é osso disso, Paço das Artes [São Paulo, 2016]; Umas e Outras, Pivô [São Paulo, 2014]. Participou da Bienal de São Paulo [1983, 1998]; da Bienal do Mercosul [Porto Alegre, 2005, 2009]; da Bienal de Cerveira [Portugal, 2013].

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Este livro é o resultado de uma investigação poética a partir do hífem, sua forma e significado, ao considerar o livro como um objeto autônomo e performático, tanto pela possibilidade de registro de um ato, como por ser sua manipulação, sua leitura, uma performance em si.
O símbolo, que é central na obra, dependendo de seu uso, une ou separa o que dele se aproxima. O percurso entre um bloco negro, o livro, até um símbolo e seus usos, o hífem, é aqui alterado por um ruído sutil: a presença da própria artista que o sustenta.
Uma camada de verniz une e separa a forma geométrica retangular – própria do hífem e do livro – do registro fotográfico de um ato performático envolvendo a obra de Lenora, um banner instalado na fachada do Centro Universitário Maria Antônia e posteriormente mutilado. Não se trata de um dado, verdadeiro ou falso, e sim de reflexão sobre quem está à procura e quem é procurado, sobre uma forma dada e uma forma construída. O que une e o que separa o público do objeto artístico? O que une e o que separa pessoas em continentes distintos? O que une e o que separa uma forma de seu conteúdo? Há condicionantes?
Este livro é uma obra que pode ser apreciada de diversas formas. Na mais banal, o ato de leitura revela o título do livro, o que une – separa. Já se o observarmos no campo das investigações do código verbal, enquanto construção poética, quando lemos a particula se, quase invisível no centro do livro, sem nos atentarmos, claro, a regras gramaticais, e criando pausas ou entonações variadas na leitura, mesmo que não presentes no livro por meio de símbolos próprios, a obra nos remete a questionamentos sobre o léxico da partícula: o que une se separa pode ser lido de várias formas.

o que une – separa

Lenora de Barros

2014

série ponto e vírgula

ISBN 9788567769028
128 páginas
15,5 x 23 cm
Português
300 exemplares numerados
Esgotado